quinta-feira, junho 09, 2011

Consciência Crítica à População!

Somos consumidos pelo etnocentrismo ocidental, na melhor das hipóteses fomos ocidentalizados. O bombardeio de informações (que nada mais é do que uma visão superficial das coisas e acontecimentos) da mídia, não só brasileira como também mundial, apresentam um mundo "ideal": o que devemos ser, onde devemos estar, o que comer, vestir e etc...

Em coerência ao exposto, as pessoas miniminizam suas vidas em simplesmente seguir um sonho capital (regido pelas Revoluções Burguesa e Francesa no século XVIII, nas quais alteraram significativamente a ação da sociedade européia, acabando pela raiz com o Sistema Feudal). A intensificação das indústrias em todo o mundo e principalmente no Brasil, ocasiona uma triste realidade, onde as pessoas não mais trabalham para o seu próprio sustento e seus salários são incompatíveis com o que produzem, ou seja, um suposto carro produzido numa indústria, não será entregue a quem o produziu.

Em se tratando da população brasileira, o fato é ainda mais revoltante. Com um ideal já pré-determinado, as pessoas somente o seguem, não o questionam. Com o avanço neoliberalista (independência de mercado sem intervenções do Estado), tudo parece prático. A população imatura, ainda não consegue enxergar as conseqüências dessas praticidades; casamentos acabam com mais freqüência, os filhos basicamente crescem sem seus pais... Há também aumento da predominância de assaltos, suicídios, fome e é óbvio: a pobreza.

Com a constante freqüência desses acontecimentos, instituições políticas e religiosas agradecem. No âmbito religioso é passado aos indivíduos que a causa desses lamentáveis fatos sociais é sobrenatural, ou seja, ações de supostas forças malignas; decorrente de uma vida impura, não submissa ao imaginário deus... Max Weber já expunha em uma de suas obras primas no século XIX “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, o protestantismo correlacionado com a crescente do capital, não dizendo é claro que o capitalismo é decorrente do protestantismo. Ele aponta a existência de uma coesão nessas vertentes, como um mero exemplo: a prosperidade financeira.

No âmbito político, o fato é ainda mais tenebroso. A população basicamente sente-se fora do mesmo, como se fosse criado um mundo paralelo ao vivido por ela. Nesse ponto entram em ação os verdadeiros atores, conhecidos como políticos, que infelizmente são os deuses de uma sociedade, decidindo o seu futuro. Baseando suas propagandas político-eleitorais nas necessidades (propositalmente causadas por eles) populacionais: educação, saúde, segurança, infra-estrutura, alimentação, em pregos e etc. As duas primeiras são as mais intensificadas nessas propagandas. Como sabemos, a educação brasileira é carente de um sinônimo que a qualifique. A saúde pública nacional infelizmente dispensa-se comentários...

Como relatado anteriormente, o neoliberalismo rege a sociedade, tendo como seus representantes os burgueses (detentores dos meios de produção). A burguesia obrigará o Estado a realizar os seus desejos, senão haverão como conseqüências, demissões em massa, por eles serem os patrões do mercado. Com o longo do tempo se comprovou a submissão estatal ao capital, e também a falta de políticas que contradizem essa realidade. A população merece ser tratada com respeito, se é exigido tanto dela.

Se o mercado de trabalho exige formação capacitada, por que não impor aos políticos conhecimento de Ciência Política, Sociologia e Antropologia? Assim, provavelmente as coisas mudarão um pouco, e deixaremos de eleger qualquer um que julgue saber os problemas sociais.

Um comentário:

Roberto de sousasoares disse...

Muito bom esse texto aqui heim.